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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Perdas e Danos. Um filme moralmente nojento e psicologicamente poético.


Interessante como existem obras que têm o poder de tornar poético, lírico e fascinante o que é moralmente proibido, para não dizer repugnante.

Esta é a simples, e também complexa, visão que tive logo após assistir este filme Perdas e Danos [em inglês, “Damage”], lançado no cinema em 1992, dirigido por Louis Malle, com roteiro de David Hare e Josephine Hart, tendo como intérpretes dos protagonistas, os atores Jeremy Irons (conhecido pela atuação nos filmes "O homem da Máscara de Ferro" e "Lolita") e Juliette Binoche (lembrada pelos papeis em "O morro dos ventos uivantes" e "O paciente inglês").

A história, apesar de parecer clichê, possui uma série de significados ocultos, se assim posso dizer. "Perdas e Danos" nos apresenta um modo diferente de se apaixonar, e de como transformar completamente as vidas daqueles que se entregam a esta louca emoção.

Neste momento, eu coloco o dedo na ferida, pois aqui justifico minha afirmação inicial sobre a existência de obras que têm o poder de tornar poético algo moralmente nojento.